quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Medelim a aldeia dos balcões


Medelim, no concelho de Idanha a Nova é conhecida como "a aldeia dos balcões", é seguramente uma das localidades beirãs com maior número destas imponentes e modestas varandas em granito local.
O balcão beirão é constituído, em geral, por uma escada em grandes lajes de granito, que termina num patamar de acesso ao interior da casa, também em granito.Além de garantir o acesso à habitação, os balcões constituem ainda, em muitos casos, um prolongamento do espaço disponível no piso inferior, usualmente destinado ao gado e às alfaias agrícolas.

Na antiga Casa das Freires, onde actualmente se localiza a Casa de Cultura de Medelim, pode ver-se um exemplar mais erudito: trata-se de uma casa brasonada, dos séculos XVI e XVII, em estilo filipino, um exemplar raro em Portugal.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Douro Vinhateiro em Video


No VIII encontro da CampingCar Portugal - sentidos do Douro- que decorreu de 2 a 5 de Outubro nas localidades de Lamego, Peso da Régua e Murça, um dos dias foi dedicado à subido do Douro por Comboio até ao Pocinho e a descida por barco, ora num ou noutro meio de transporte conseguiu-se registar bons momentos da belissima e monumental paisagem natural ou construida.


De seguida o video feito com algumas dessas fotografias


http://www.campingcarportugal.com/



video


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Alto Douro Vinhateiro


Post sobre Património Mundial
A Região Vinhateira do Alto Douro ou Alto Douro Vinhateiro é uma área do nordeste de Portugal com mais de 26 mil hectares, classificada pela UNESCO, em 14 de Dezembro de 2001, como Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural e rodeada de montanhas que lhe dão características museológicas e climáticas particulares
Esta região, que é banhada pelo
Rio Douro e faz parte do chamado Douro Vinhateiro, produz vinho há mais de 2000 anos, entre os quais, o mundialmente célebre vinho do Porto
.
A longa tradição de viticultura produziu uma paisagem cultural de beleza excepcional que reflecte a sua evolução tecnológica, social e económica.



A área classificada engloba 13 concelhos: Mesão Frio, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Alijó, Sabrosa, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Lamego, Armamar, Tabuaço, S. João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa, e representa dez por cento da Região Demarcada do Douro.






in: Wikipédia.org

sábado, 26 de setembro de 2009

Lagar de Varas em Idanha a Velha


Os vários povos que passaram por Idanha-a-Velha ,a antiga Egitânia romana, deixaram diversos vestígios monumentais que constituem um valioso património histórico.
Idanha-a-Velha foi a capital da civitas Igaeditanorum, que parece ter sido fundada por Augusto.
Recentemente recuperado, o Lagar de Varas, é um testemunho da evolução das técnicas rurais de transformação dos produtos agrícolas. Na primeira sala, podem ver-se duas grandes varas de prensagem e uma caldeira; na segunda, o depósito de azeitona e o espaço de moagem.
No pátio das traseiras, além do poço que alimentava a caldeira, existe uma estrutura, de linguagem contemporânea, com alguns dos objectos recuperados no decurso das escavações arqueológicas em Idanha-a-Velha, que constituem, no seu conjunto, um dos mais importantes acervos epigráficos romanos da Península Ibérica.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Weimar cidade de Goethe,Schiller e Bauhaus


A Cidade de Weimar é conhecida pelos grandes nomes da cultura alemã que aqui viveram Goethe e Schiller.
No edifício do teatro, situado no Theaterplatz (praça do teatro) foi proclamada a República de Weimar.
Goethe escreveu sobre esta cidade dizendo que "Weimar não é uma cidade com um parque, mas um parque com uma cidade" e de facto o "Park der Ilm" é mais do que um parque.
É no centro do parque que se encontra a casa de férias de Goethe, actualmente um dos núcleos museológicos.

Weimar encontra-se actualmente marcada pela presença da universidade da Bauhaus, que desde a sua fundação em 1919 por Walter Gropius mantém uma profunda relação com a cidade, transformando-se num centro não só turístico, mas também estudantil.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Praias Fluviais das Aldeias do Xisto


Cada vez mais há alternativa para férias diferentes e quando se trata de praia, para variar pode trocar o mar salgado pelas águas doces dos nossos rios.
Escolhi 3 praias fluviais recomendáveis, 2 delas distinguidas com a Bandeira Azul e 1 com a classificação “Praia Acessível”, garantia de que oferecem todas as condições de acesso a pessoas com mobilidade condicionada. A maior parte dispõe também de esplanada, tendo como pano de fundo o verde refrescante da paisagem.
Um convite ao relaxamento!


Praia Fluvial da Louçainha
As Represas Naturais da Louçainha são o cenário onde esta praia fluvial veio desaguar. Tem sido galardoado com a bandeira azul e classificado praia acessível, este espaço tem para oferecer água de boa qualidade, bons acessos e infra-estruturas. Para além do informal parque de merendas, disponibiliza também aos banhistas um restaurante com vista panorâmica sobre as represas

Distrito: Coimbra -Concelho: Penela -Freguesia: Espinhal
Tem Bandeira Azul. Serviços de apoio disponíveis: Bar, Duches, Instalações sanitárias, Praia vigiada, Restaurante



Praia Fluvial Poço Corga
A Ribeira de Pera, nos planaltos da vertente sul da Serra da Lousã, alberga a praia fluvial Poço Corga. Esta praia mereceu o galardão de Praia Acessível, pelo fácil acesso pedonal e as rampas e passadeiras até junto das áreas de sombra e para dentro de água. Possui infra-estruturas que vão desde um amplo e moderno complexo de instalações sanitárias, restaurante, bar com esplanada até um espaço museológico e desportos náuticos.
Distrito: Leiria - Concelho e Freguesia: Castanheira de Pêra
Acessibilidade fácil para deficientes motores - Há facilidade de Estacionamento - Serviços de apoio disponíveis: Bar, Duches, Instalações sanitárias, Restaurante.

Praia Fluvial Ana de Aviz
Envolvendo a Ribeira da Aldeia, a praia fluvial junto à aldeia Ana de Aviz foi classificada como "praia acessível". Critérios de segurança cumpridos, água com qualidade, serviços e equipamentos náufragos, possuem também instalações de restauração e lazer.

Distrito: Leiria - Concelho e Freguesia : Figueiró dos Vinhos

Tem Bandeira Azul - Serviços de apoio disponíveis: Acesso a deficientes, Bar, Duches, Instalações sanitárias, Posto de Primeiros Socorros, Praia vigiada, Restaurante

Acessibilidade de deficientes motores: Acessibilidade fácil

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Montemor o Velho - O Castelo

O castelo de Montemor-o-Velho, está implantado num local que apresenta vestígios de ocupação muito antiga.

As primeiras referências a este castelo, dão conta da sua reconquista aos árabes por volta de 848, mas cairia de novo nas mãos dos muçulmanos em 990, com nova reconquista cristã por volta de 1006, para voltar à posse árabe em 1026, e este alternar de conquistas e reconquistas só viria a estabilizar por volta de 1064, quando Fernando Magno reconquista toda a região, empurrando os árabes para lá do Mondego.

Este castelo em conjunto com os de Miranda, Penela, Soure e Santa Eulália, formavam, no período da consolidação da independência do Condado Portucalense, uma cintura defensiva da cidade de Coimbra.

Palco de muitas lutas, não só com os árabes, mas também devido às disputas entre os príncipes e reis de Portugal, e até nas invasões francesas, foi sendo reparado, ampliado e modificado ao logo dos séculos, mas se alguma coisa marca a história desta fortaleza, é o facto nela ter sido decidida a morte de Inês de Castro.


Ao longo dos anos, a quebra progressiva do interesse militar deste tipo de estruturas, foi ditando ou o abandono ou a sua utilização com outros fins, neste caso chegou a existir no seu interior, um cemitério, junto à igreja da Alcáçova, que foi retirado em meados dos século XX.

A partir de 1936 tem vido a ser conservado, foram reconstruídas muralhas, foi colocada instalação eléctrica e criada uma casa de chá no que resta do chamado, Paço das Infantas. Está classificado como Monumento Nacional.

Para além do que este castelo tem para ver, da sua grande estrutura defensiva, no seu interior encontram-se as ruínas do antigo paço senhorial, a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, a Capela de Santo António, a Igreja da Madalena e as ruínas da Capela de São João.






In: http://www.guiadacidade.pt

sábado, 29 de agosto de 2009

Trier (revisitada) a cidade mais antiga da Alemanha - 5ª parte e última - Catedral de São Pedro e Igreja de Nossa Senhora





Post sobre Património Mundial



A Catedral de São Pedro e a Igreja de Nossa Senhora (em alemão Dom St. Peter e Liebfrauenkirche respectivamente) são o conjunto de edificios Românicos que fazem parte do Património Mundial da cidade de Trier.


A Catedral incorpora restos de uma antiga igreja do século IV. Trata-se da mais antiga igreja da Alemanha, erguida em diversas etapas, o começo foi no século XI prolongando-se até meados do século XIV. Tem a forma de basílica com nave tripla, dois coros, transepto e seis torres. A igreja de Nossa Senhora contigua à catedral, foi costruida entre 1235 e 1260. Esta igreja juntamente com a catedral de Magdeburg é um dos primeiros exemplo da arquitectura gótica alemã.


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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Trier (revisitada) a cidade mais antiga da Alemanha - 4ª parte - Aula Palatina




Post sobre Património Mundial

O Aula Palatina, também conhecido por Basilika Konstantin, foi costruido em 310, esta construção de tijolos de forma alongada e e rectangular mede 67 m comprimento com 27,5 m de largura e 30 de altura e exibe uma grande abside semicircular, que abrigava o trono do imperador Romano até à destruição da cidade por tribos germânicas.


No século 12 a abside foi transformada em torre para acomodar a arcebispo de Trier.

No século 17, o Aula Palatina, foi integrada no palácio Imperrial ( Residenz), e a sua parede leste foi parcialmente demolida.

Durante o período napoliónico e do período Prússiano o salão serviu de alojamento militar. O rei Frederico Guilherme IV da Prússia ordenou a reconstrução do Aula Palatina que desde 1856 abriga a igreja luterana de São Salvador.

Após o bombardeamento de 1944, foi totalmente reconstruida.





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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Trier (revisitada)a mais antiga cidade da Alemanha - 3ª parte - Termas Imperiais



Post Sobre Património Mundial


As Termas Imperiais (em alemão Kaiserthermen), foram construidas no início do século IV, durante o reinado de Constantino,eram o terceiro maior complexo de termas do mundo romano.
As ruinas das paredes e fundações ainda exibem o desenho original.
As paredes do Caldarium ( a sala com piscina de àgua quente) são as mais preservadas. Depois vem o Tepidarium, as termas mornas.
O espaço Frigidarium era usado para banhos frios e a Palaestra, uma área externa ampla para os exercícios. Outra zona é o sistema de aquecimento Hypocaustum, o ar era aquecido por fornalhas e conduzido por baixo do piso.

in:http://pt.wikipedia.org/wiki/trier




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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Trier (revisitada) a mais antiga cidade da Alemanha - 2 ª parte - Porta Nigra





Post sobre Património Mundial

A porta da Cidade de Trier, batizada de Porta Nigra na Idade Média por causa das pedras escurecidas pelo tempo, data do século III.
Esta Porta impressiona pelo seu tamanho: 36 metros comprimento,21,5 metros largura e 30 metros de Altura.Duas passagens levam a um pátio interior, com duas fileiras de galerias de defesa.
Toda a estrutura é feita de blocos de granito, presos por barras de ferro, sem cimento.


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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

TRIER (revisitada) a mais antiga cidade da Alemanha -1ª parte

Trier ou Tréveris é uma cidade histórica da Alemanha e também a mais antiga, localizada no estado da Renânia-Palatinado.

Trier foi fundada no século I a.C. como Augusta Treverorum, supostamente pelo próprio imperador Augusto.

Nos séculos III e IV sediou o império e foi capital da província de Bélgica Prima.

No século V, então com 70 000 habitantes, a cidade foi destruída por tribos germânicas. Trier nunca recuperou a antiga importância: no século XVII tinha apenas 3 600 habitantes, e cem anos depois contava com apenas 4 000.



Cidade natal de Karl Marx, cuja residência familiar é hoje um museu, Trier também se orgulha de sua rica herança arquitectónica.

in : http://pt.wikipedia.org/wiki/Trier

Trier tem um charme que cativa.
Quando da primeira visita em 2004 que fizemos uma passagem breve, ficou o desejo de voltar assim que o itinerário das nossas férias o proporcionasse.


Tal aconteceu este ano, cinco anos volvidos, depois da visita à cidade do Luxemburgo e pernoita no parque de Campismo Kockelsheuer (no Luxemburgo não é permitido a pernoita de AC fora dos Campings). A manhã seguinte foi para visitar Trier

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A viajar também temos momentos curiosos

Nesta viagem que fizemos por vários paises da Europa, deparamo-nos com momentos curiosos e interessantes de outras vivências e outras culturas, tais como a deste músico de Leste (Ucraniano), a publicidade à salsicha alemão (Original Thûr,Rostbratwurst) numa praça da cidade de Weimar ou o nosso vizinho espanhol com a sua boina basca.



São estas e outras imagens (memórias) que nos animam , para as vivenciar temos que fazer milhares de Km (este ano foram mais de 6500) a conduzir a nossa autocaravana, que fazemos deste nosso cantinho para Espanha, França, Alemanha, no final de cada viagem há um turbilhão de imagens, de momentos, de sentimentos que vão acalmando e clarificando ao fim de dias.




quinta-feira, 16 de julho de 2009

Aldeias do Xisto Casal de São Simão

Esta é uma aldeia recuperada por pessoas da cidade que aqui vinham para férias e fins-de-semana,mas começaram por ficar.

Este é um lugar que voltou a ter vida. Das mãos de um conjunto de amigos estão a nascer em Casal de São Simão (Figueiró dos Vinhos) projectos para o futuro das Aldeias do Xisto.


É esperar para ver...

(in: informação à entrada da aldeia)






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quarta-feira, 24 de junho de 2009

O Convento de Mafra Ocupado (1808) pelo Exécito Napoleónico

A 21 de Junho 2009 às 14 horas o Convento de Mafra foi "ocupado" pelo exército Francês.
Esta recreação histórica baseou-se no periodo das Invasões Francesas (1807-1811).

Duzentos anos volvidos, o Exército Napoleónico "voltou " ao Palácio de Mafra, evocando o único momento da história deste monumento em que a soberania deixou de ser portuguesa.

Entre 8 de Dezembro de 1807 e Agosto de 1808, o Palácio de Mafra foi o Quartel-General da 2ª Divisão do Exército Napoliónico sob a liderança de Henri-Luis Loison, conhecido como o "maneta".
Esta foi a história do convento ocupado, com a permanência de frades franciscanos e dos soldados franceses, tendo como fundo a vila de Mafra, cujo povo sofreu com os novos "senhores do Palácio".










in folheto da Recriação Histórica da Câmara Municipal de Mafra

domingo, 24 de maio de 2009

Nossa Senhora D'Aires ( Viana do Alentejo)



Na área envolvente do Santuário de Nª Sra. d'Aires encontraram-se vestígios da civilização romana, falando-se de uma povoação de nome «Arês» ou «Ares». Antigamente, quando se fazia referência à Santa, escrevia-se Ares («ares de Santíssima Maria», etimologicamente) em vez de Aires. O nome atribuído à Santa pode ser consequência da localização do Santuário no local dessa possível povoação antiga designada «Arês».
Existem duas lendas contadas pelo povo.
Uma que relata que naquela herdade, chamada dos Vaqueiros, morava um lavrador rico, supõe-se que Martim Vaqueiro, que possuía uma manada de bois. Na herdade existia um curral onde todas as noites os bois eram recolhidos. A certa altura os empregados do lavrador repararam que durante a noite os bois saiam do curral para irem pastar, mas que no outro dia de manhã estavam todos lá dentro, com a porta fechada. Foram então contar o mistério ao patrão que se dispôs a ir dormir uma noite à porta do curral. Nessa noite apareceu-lhe em sonhos Nª Senhora, que lhe disse que era Ela que abria a porta aos bois e que era de Sua vontade que fizessem naquele local uma casa de Deus e que para isso Ela própria o ajudaria. O lavrador tratou logo de juntar os materiais necessários para dar início à igreja e como era preciso muito dinheiro vendeu alguns dos seus bois. Porém, quando os voltou a contar, após a venda, tinha na manada a mesma conta, tendo sido um milagre de Nª Senhora.O aparecimento da imagem da Senhora d'Aires também tem uma lenda, e encontra-se expressa numa inscrição na portada do Santuário. É um verso em latim, que relata que após a expulsão dos mouros destas terras, um lavrador arava o campo quando encontrou dentro de um pote de barro a imagem que se vê no altar. Sobre esta lenda, diz-se que a imagem foi descoberta por Martim Vaqueiro quando este lavrava o campo.
Texto: Sofia Quintas

terça-feira, 21 de abril de 2009

Breve História da Passagem do Povo Judeu por Castelo de Vide - A Sinagoga


O edifício identificado como Sinagoga Medieval localiza-se na confluência da Rua da Judiaria com a Rua da Fonte. Compõe-se de dois pisos, abrindo-se numa das divisões do piso superior o que se julga ser o Tabernáculo.
Neste compartimento reuniam-se os homens da comunidade, enquanto que na divisão à sua direita, daquela separada, originalmente por um pequeno postigo, congregavam-se os membros do sexo feminino, enquanto decorriam as sessões de estudo dos Textos Sagrados. As Sinagogas, enquanto espaço polifacetado, funcionavam, paralelamente, como Escola. Também na Sinagoga de Castelo de Vide existe um espaço que era dedicado ao ensino dos mais jovens. A Escola, cuja memória a tradição popular ainda guarda, hoje em edifício separado, situava-se à esquerda da sala do Tabernáculo.

Os trabalhos de consolidação do edifício da Sinagoga obrigavam ao desenvolvimento de várias sondagens arqueológicas no piso inferior deste espaço. Nesses trabalhos foi possível identificar três silos escavados no granito de base, apresentando um deles vestígios de ter sido forrado com placas de cortiça. Os diferentes níveis estratigráficos observados indicam a existência de, pelo menos, três fases distintas de utilização do piso inferior. A mais antiga, contemporânea da abertura dos silos, remonta aos finais do século XIV. Os dois silos do primeiro compartimento estiveram em uso até meados do século XVI, enquanto que os materiais enxumados no silo do segundo compartimento apontam para um abandono algo mais tardio. Quer pelos materiais arqueológicos recolhidos no interior dos silos, quer pelo espólio identificado na sondagem efectuada no quintal da Sinagoga, outrora espaço coberto, pode-se afirmar que o século XVI foi época de profundas alterações
deste edifício, coincidindo com o fim da liberdade de culto dos judeus em Portugal. Posteriores utilizações foram dadas a este imóvel. O espaço interno e externo foi sendo alterado e adaptado ao longo dos séculos. O Tabernáculo só foi redescoberto nos anos setenta do presente século, quando se procedia ao arranjo das paredes do edifício.
(Fonte): http://www.cm-castelo-vide.pt

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